Brasil vai instalar 220 novas balanças

SÃO PAULO - Depois de o Exército ter mapeado os o principais pontos de descontrole do excesso do peso no tranporte rodoviário de cargas no Brasil, o governo federal decidiu investir R$ 1,5 bilhão na instalação de 220 novas balanças em todo o território nacional.

Atualmente, existem apenas 15 balanças em operação, todas em condições precárias de uso e funcionamento.

Os equipamentos a serem instalados têm moderna tecnologia. Fornecedores de todo o mundo estiveram reunidos com o pessoal da Centro de Excelência na Engenharia de Transportes (Centran), órgão controlado pelo Exército e pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).

Foi o Centran que definiu o Plano Diretor Estratégico Nacional de Pesagem, que convocará audiência pública no próximo dia 12 em Brasília para a compra do material. Empresas que estiveram no Brasil vão participar da licitação, que se der tudo certo, será concluída até dezembro. O objetivo é estar com todas as 220 balanças implantadas em agosto do ano que vem.

"Será uma revolução nos procedimentos adotados até agora no Brasil", afirmou Antonio Carlos Caire, integrante do Centran e coordenador-geral do estudo. Os postos serão centros completos de atendimento ao caminhoneiro. O objetivo é ter baixa interferência humana no processo. Censores instalados no asfalto vão dectetar irregularidades. Faixas eletrônicas vão determinar se o motorista prossegue viagem ou encosta para uma segunda e terceira pesagem. Em caso de excesso, a multa on-line segue direto para Brasília e para o prontuário do motorista.

De acordo com o Centran, 77% dos caminhões cometem excesso de peso por eixo. Estradas que deveriam durar entre sete e dez anos têm sua vida útil diminuída para dois por causa dos descontrole. Estradas em condições ruins de tráfego encarecem em até 30% o frete em relação a vias com pavimento em bom estado.

O objetivo é contratar 5 mil pessoas para fazer a operação - serão 30 profissionais por posto. A maioria estará no Sudeste. O Nordeste ganhará grande parte. Do total de 220 balanças, 72 serão móveis.

De acordo com o trabalho do Centran, o objetivo do plano é devolver ao sistema rodoviário a capacidade de conservar, "em boas condições, seus pavimentos ao longo do tempo de vida para o qual foram projetados, cerca de sete a dez anos." O estudo levantou ainda que dandos danos precoces nos pavimentos são decorrentes, além do excesso de peso, de projetos insuficientes, condições climáticas austeras, materiais inadequados, técnicas executivas ultrapassadas e de problemas construtivos.

O levantamento considerou corredores de exportação; áreas de geração/consumo de carga; rodovias troncos e corredores do mercosul. As metas são reduzir o custo Brasil, via possibilidade de redução da depreciação da frota, do consumo de diesel e poluição, da redução dos tempos de viagem, entre outros aspectos.

 

Fonte: Gazeta Mercantil 29/8/2006