Mapeamento será fundamental para o planejamento do transporte no país
SÃO PAULO - O Brasil começa a retomar o planejamento em transporte, agora incluindo as atividades dos operadores logísticos. Na quinta-feira (31), durante workshop para apresentação do Plano Nacional de Logística e Transporte, no auditório do DNIT (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte, em Brasília, foi apresentado um trabalho do Centran (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes do Instituto Militar do Exército) que vai nortear o planejamento das atividades de transporte e logística no país.
Segundo o presidente Geraldo Vianna, trata-se do mais completo levantamento realizado sobre o assunto no Brasil e que deverá se transformar em excelente ferramenta para investimentos públicos e privados.
A pesquisa não se limitou a identificar somente as condições das malhas de todos os modais de transporte (rodoviário, hidroviário, ferroviário e aéreo). Foi além disso, levantando também as intersecções dos principais eixos de transporte, como nunca se fez antes.
"Este trabalho sem dúvida será fundamental no planejamento do transporte para os próximos, pelo menos, 15 anos", avalia Vianna, para quem esse processo deve aglutinar, sob a égide do Ministério dos Transportes, os demais ministérios envolvidos com atividade econômica (como Agricultura e Desenvolvimento, entre outros).
Na ocasião, Vianna voltou a defender a implantação do Conit (Conselho Nacional de Integração do Transporte), mas de forma diferente do que está na legislação, que prevê representação apenas de órgãos do governo.
Para o líder empresarial é fundamental que o Conit tenha também representantes da iniciativa privada e que se estabeleça uma política de transporte de longo prazo. Na impossibilidade de ter uma única agência para todos os modais, ele defende um rearranjo da estrutura de transporte. Os órgãos públicos responsáveis pela atividade atualmente estão espalhados em diferentes ministérios.
Para Vianna, não basta somente planejar. É preciso também buscar recursos para a execução. Ele acredita que esses recursos podem ser públicos, por meio da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), e privados, via parcerias públicas privadas (PPPs).
Fonte: Redação 1/9/2006