Ministro descarta nova operação tapa-buraco
RECIFE - A polêmica operação tapa-buraco, executada pelo Governo no primeiro semestre deste ano, não deve ser repetida em 2007, segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Mauro Barbosa da Silva. “Com as intervenções que faremos onde for necessário e as obras de conservação, não precisaremos desencadear um programa emergencial nas proporções do que foi executado neste ano”, disse o ministro após visita às obras de recuperação da BR-040, em Luziânia (GO), na última quarta-feira.
O diretor-geral do DNIT reforçou que não será necessário fazer um programa emergencial de recuperação das estradas porque, segundo ele, o DNIT está fazendo licitações para contratar empresas para fazer obras de conservação em todas as rodovias que não possuíam antes esse tipo de contrato. “Essas rodovias precisam ter, no mínimo, contratos de conservação, para fazer obras de tapa-buraco, limpeza, pequenos remendos. Isso é a nossa obrigação”, disse.
Além desses contratos para conservação, o DNIT vem, desde o início do ano, fazendo licitações para contratar empresas para obras de recuperação em rodovias federais. Segundo Barbosa, desde janeiro, já foram licitados contratos que somam R$ 2,5 bilhões para recuperação em 9,6 mil quilômetros de rodovias. Até o fim do ano, o diretor do DNIT espera licitar mais R$ 3 bilhões para obras de recuperação em mais dez mil quilômetros de estradas. Se a previsão for confirmada, o Governo licitariam neste ano, R$ 5,5 bilhões em contratos para obras de recuperação.
O DNIT esclarece que nem todo esse montante será empenhado neste ano, mas, sim ao longo do ciclo de realização das obras, que deve se estender até 2008. Na rodovia BR-040, que liga Brasília a Belo Horizonte, foram iniciadas obras de reparos em um trecho de 180 quilômetros que vai das proximidades da divisa do Distrito Federal com Goiás até Cristalina (GO). O investimento na obra é de aproximadamente R$ 26 milhões.
Fonte: Folha de Pernambuco 8/9/2006