Paralisação de caminhoneiros provoca desvio de cargas no Porto de Rio Grande

Exportadores utilizam os portos catarinenses de Imbituba e Itajaí.

Pelo menos 14 mil contêineres deixam de ser movimentados no porto de Rio Grande por conta da greve dos caminhoneiros autônomos. A paralisação já dura uma semana.

A Superintendência do Porto de Rio Grande (Suprg) confirmou que os exportadores estão desviando as cargas para os portos catarinenses de Imbituba e Itajaí, com o objetivo de burlar a greve. No Terminal de Contêineres (Tecon), em Rio Grande, o segundo maior do país - depois de Santos (SP) - quase tudo está parado.

Mais de 200 caminhoneiros se aglomeram na Via Um, acesso aos terminais. De acordo com a direção do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Rio Grande (Sindicam), 2 mil motoristas estão paralisados. Os grevistas reivindicam reajuste de 40% no valor do frete, a utilização dos veículos cooperados dentro do pátio do Tecon e o fim do transporte por via ferroviária.

- Os manifestantes pretendem estabelecer um monopólio, uma inadmissível reserva de mercado no transporte de cargas pelo porto de Rio Grande - disse o presidente da regional do Rio Grande do Sul da Associação Brasileira de Terminais Portuários - ABTP/Sul, Wilen Manteli.

Fonte: Zero Hora - RS 31/1/2006